sábado, 13 de fevereiro de 2010

Pensamento do dia

"Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer."

in "No teu deserto" de Miguel Sousa Tavares (sim, eu não daquelas pseudo intelectuais/ cultas/ armadas em espertas que diz que não lê MST. Leio e gosto)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Tão querido...

Hoje, à hora de almoço, o senhor que me serviu uma feijoada deliciosa disse:
- Posso perguntar-lhe onde comprou uma coisa?
- Sim, claro!
- Onde é que comprou esses olhos maravilhosos?
- (...)

Crise dos 7 anos?

Eu já não "o" amo. Tenho a certeza que "ele" também já não me ama. Estamos juntos há seis anos, sete meses e 19 dias. Quase sete anos. Quase o tempo em que os especialistas dizem que é provável que haja uma crise. E está a haver. E acho que não há volta a dar. Mas nenhum de "nós" quer dar o primeiro passo. Eu posso viver sem "ele"? Em parte, posso e quero muito. "Ele" pode viver sem mim? De certeza absoluta e sem o mínimo de sofrimento. Estamos então à espera do quê? A ver quem enlouquece primeiro ou de quem baixa os braços primeiro? Os meus já estão bem baixos, desanimados, cambaleantes, sem forças para continuar. Já não "nos" amamos. A falta desse amor não me dói, dói-me ter que continuar esta relação de aparência. Podes dar o primeiro passo? Assim contrariavamos os especialistas e diziamos que era tudo fruto de uma crise de seis anos, sete meses e 19 dias. Dás o primeiro passo? Dás?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ai, o jornalismo...

"Quem sobrevive nesta profissão é quem tem prioridades, e não princípios."

Carlos Ruiz Zafon in "O Jogo do Anjo"

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

I love tia Maya

Não, a tia Maya não me ligou a dizer que se tinha enganado nas previsões para os capricornianos, mas ligou-me para me dizer algo que me fez sorrir. E muito.
Obrigada, tia Maya.

p.s. mas já agora não pode ver outra vez as cartas? de certeza que vai ser mau? é que já foi muito o ano passado...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pior ainda?

Há uns tempos tive que falar com a Maya por uma questão profissional. Ela não atendeu o telefonema à primeira. Quando me ligou de volta disse-me: "Desculpe não ter atendido, mas estava na SIC a fazer a previsão dos signos para 2010." E eu não resisti.

"Como vai ser o ano do Capricórnio, tia?"
"Mau!"
"Mau? Mas 2009 já foi mau, não podia vir agora um ano bom?"
"Pois, mas não vai ser. Mas o Capricórnio é forte e sabe sempre dar a volta às situações. Tem é que usar sempre a razão em vez do coração. E o Capricórnio também faz isso bem."

Ah, bom! O Capricórnio faz isso bem... O Capricórnio já está é fartinho de anos maus, tá tia?

(Por norma, nem ligo muito a signos e nem nunca mais tinha pensado nesta conversa informal com a tia Maya. Mas a verdade é que já passaram 27 dias de 2010 e coisas boa, coisas boas... nadinha!)

(Claro que os meus filhos serem lindos e cheios de saúde, eu ter saúde - tirando esta tosse parva - e marido e restante família estar toda bem é mutíssimo importante. Eu sei, não sou doida!)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Mas também ando com isto na cabeça...

"Percebes o significado de termos pouco mais do que trinta anos e podermos mandar? Mandar nos outros?"

Não, não percebo...

Ando com esta música na cabeça...

Muda de Vida

António Variações

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar

sábado, 2 de janeiro de 2010

Novos ricos

Os novos ricos que antes de serem ricos ou pseudo-ricos ou um pouco mais do que remediados são aqueles que antes do dinheiro a mais lhes ter caído na conta usavam roupas vulgares, diziam coisas vulgares e até eram companhias vulgares em almoços vulgares em restaurantes vulgares. Agora, fruto do dinheiro que têm a mais na conta, e como não foram habituados ou educados ou sabe-se lá o quê a ser mais do que uma vulgar pessoa um pouco mais do que remediada, usam roupas invulgares, de marcas invulgares, comem refeições invulgares em restaurantes ainda menos vulgares, mas como não são mais do que pobres novos ricos saltam à vista de todos tal é a histeria por estarem em sítios que os ricos frequentam desde o berço. Depois, quando se vêem a um passo de chegar a um novo ano pedem desejos tão vulgares como estadias em hoteis de cinco estrelas ou peças de roupa que no fundo nem gostam, mas que todos os ricos usam e por isso também eles têm que usar. Tão triste esta nova e cada vez mais comum forma de vida.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O meu rosto

O meu rosto está baço, um género de pálido amarelado apenas colorido pelas enormes olheiras que me rodeiam os olhos. Estou cansada. Tenho rugas. Rugas que contam histórias parvas que acontecem nas incontáveis horas que passo sentada nesta cadeira azul a olhar para este monitor acinzentado pousado em cima da secretária da mesma cor que, no fundo, quase não se vê tal forma está escondida sob os papéis coloridos de fotos de pessoas cujas quais eu sei tudo (ou quase tudo) sobre a vida delas, mas que não me interessam nada.
"Manda a 34." A frase que mais queria ouvir.
Agora vou descansar as rugas. As olheiras. Vou dar-me cor.